sexta-feira, 7 de maio de 2010

MARÉ NEGRA


Maré Negra
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Chama-se maré negra ao derrame que ocorre devido a um acidente ou prática inadequada que contamina o meio ambiente, especialmente o mar, com produtos petroleiros.

O caso mais comum de maré negra é o do derrame de petróleo por um petroleiro, geralmente em consequência de um acidente.

Catástrofe Petrolífera


Explosão de uma plataforma da BP poderá causar uma das piores marés negras dos últimos anos, com mil barris lançados ao mar diariamente.

No passado dia 20 de Abril, a Depwater Horizon – uma plataforma petrolífera explorada pela BP – explodiu em pleno Golfo do México, vitimando 11 trabalhadores e provocando uma maré negra que poderá entrar para a lista das piores da História. Numa alusão ao devastador furacão com que George W. Bush se viu a braços em 2005, já há quem chame a esta catástrofe “o Katrina de Obana”. A gestão, exploração e prestação de serviços nesta plataforma traz três empresas para a ribalta. Quem vai pagar os custos?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Protótipo português na Shell Eco Marathon







Veículo a hidrogénio do IST posto à prova na Alemanha


Um grupo de alunos de engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) construiu um protótipo que vai participar na prova Shell Eco Marathon, a 6 e 7 de Maio, na Alemanha. Trata-se de um veículo movido a hidrogénio que, depois do 23º lugar na prova do ano passado, vai agora tentar um lugar nos dez primeiros, entre centenas de concorrentes.

O HidrogenIST – nome dado ao veículo construído pelos alunos do IST – é constituído por um chassis tubular em alumínio, com a configuração de um triciclo – duas rodas dianteiras e uma roda traseira direccional e motriz – e um motor controlado por um circuito electrónico desenhado por elementos do grupo.

O coordenador do projecto, António Miguel, que também é aluno do IST, salienta que a iniciativa é extremamente útil para os alunos, que assim conseguem aliar as componentes teóricas e prática. Além disso, trata-se de uma iniciativa que permite a participação dos alunos numa prova como a Shell Eco Marathon, em que o grande objectivo é construir e testar um veículo ecológico capaz de percorrer a máxima distância com o mínimo de combustível.

“A Shell Eco Marathon é uma prova em que o grande objectivo é construir um protótipo que faça o máximo de quilómetros com o mínimo de combustível. Podemos utilizar vários tipos de combustível – gasolina, gasóleo, energia solar ou hidrogénio”, disse.

100% amigo do ambiente

“Nós optámos pela célula de hidrogénio por se tratar de um combustível 100 por cento amigo do ambiente. A única coisa que sai do escape é agua”, acrescentou António Miguel, que falava à Lusa durante uma apresentação do veículo à imprensa, que os alunos do IST aproveitaram para fazer mais alguns testes ao HidrogenIST.

Para Sérgio Fernandes, responsável da Área de Hidrogénio da Air Liquide, líder mundial em gases para a indústria e para a saúde, a parceria com o IST também é vantajosa para a empresa francesa.

“Esta parceria, no fundo, projecta no futuro a possibilidade de utilização do hidrogénio como um novo combustível. Como tal, todos estes projectos, todas estas parcerias, permitem-nos tirar ilações quanto a uma aplicação mais massificada desta tecnologia”, concluiu.






Até 2020 10% dos carros serão eléctricos

INESC Porto quer massificar utilização de veículos amigos do ambiente e reduzir emissões de CO2
2010-04-27

Carlos Zorrinho, secretário Estado da Energia e Inovação garantiu ontem ao «Ciência Hoje» que em 2020, 10 por cento dos carros serão eléctricos.
O secretário de Estado afirmou, durante a cerimónia da assinatura de um contracto entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC) e o Fundo de Apoio à Inovação (FAI) de um valor de 2,6 milhões de euros para o projecto REIVE, que a mobilidade eléctrica e as redes eléctricas inteligentes são “uma escolha forte” e uma “janela de oportunidade de liderança”.

O REIVE (Redes Eléctricas Inteligentes com Veículos Eléctricos) pretende “mudar o paradigma da mobilidade actual e contribuir para a redução das emissões de CO2 na atmosfera ao criar condições para uma efectiva massificação de veículos eléctricos e micro-geração”, garante o INESC.

João Peças Lopes, coordenador do projecto e director do INESC, afirmou ainda que “dentro de dois anos vamos desenvolver protótipos industriais para exportar e trazer riqueza a Portugal”.

Para tornar a produção mais eficiente vai ser desenvolvido “um laboratório de mobilidade eléctrica, que é um dos primeiros do mundo do seu género”.

Zorrinho salienta a importância de projectos como o REIVE para a competitividade nacional. O secretário de Estado explica que as energias renováveis “são uma escolha forte − criam emprego, reduzem a dependência energética, reduzem a importação e as emissões de CO2”.

O FAI apoia em 50 por cento os custos do projecto do INESC, que conta ainda com parceiros industriais como a REN, a EDP Distribuição, a EFACEC, a CONTAR, a Lógica e a Galp Energia.

Menos 500 milhões em combustíveis fósseis

Questionado pelo «Ciência Hoje» sobre os reflexos dos investimentos nas energias renováveis e sobre o Estratégia Nacional para a Energia, Zorrinho sublinha que todos os anos “Portugal importa menos 500 milhões de euros em combustíveis fósseis”, pelo facto de produzirmos energias renováveis.


O secretário de Estado afirmou ainda que “20 por cento da energia consumida em Portugal já advém das fontes renováveis” e acrescenta que a aposta “é aumentar”.

Líder tecnológico

As energias renováveis fazem parte de uma mudança estrutural da qual Portugal pode beneficiar. Fonte do INESC garante que com o REIVE “Portugal passa a ser líder tecnológico mundial em mobilidade eléctrica e redes eléctricas inteligentes”.

José Manuel Mendonça, presidente do INESC Porto, enaltece a contribuição do instituto e das universidades para a inovação do tecido económico e para aposta em I&D.

Também Zorrinho sublinha a aposta do Instituto nesta área e afirma que dentro de dez anos espera-se que dez por cento dos carros sejam eléctricos.

TMN lança primeiro “Eco-telemóvel”


O exclusivo recarrega com energia solar e tem cartão SIM reciclável

A operadora de telemóveis TMN está a lançar o Samsung Blue Earth – um novo telemóvel que se recarrega com energia solar, tem carregador ecológico cinco estrelas e um novo cartão SIM, o primeiro no Mundo fabricado com papel reciclável.

Ideal para utilizadores com preocupações ambientais, a recente tecnologia está concebida enquanto telefone ecológico para ter um impacto positivo sobre o meio ambiente. Inspirado pela natureza e desenhado para reflectir a beleza do Planeta Terra, possui um design ecológico com um extenso painel solar na parte traseira – projectado para transformar os raios de sol em fonte de alimentação da bateria.


É construído com acabamento em plástico reciclado de garrafas PET para a redução do consumo de combustível e emissões de carbono, sendo livre de substâncias prejudiciais. Destacam-se ainda as funções Eco-Walk, que permitem contar os passos de uma caminhada e calcular a redução de emissões de dióxido de carbono, dada a opção da caminhada em detrimento do uso de um transporte motorizado.

No Modo-Eco, o Samsung Blue Earth possibilita regular a luminosidade do ecrã, a duração da luz de fundo e o bluetooth com vista à poupança de energia. Tem também um Eco-Calendar, que permite aceder a informação acerca dos dias ecologicamente significativos.

No entanto, o Samsung Blue Earth reúne ainda outras características como: ecrã táctil de 3’’, câmara fotográfica de 3,2 Mpx, GPS, acesso 3,5G à Internet, push mail, Wi-Fi, Leitor de MP3 e Rádio FM, entre outras. Contudo, menos atractivos são os preços que oscilam entre 249,90 e os 239,90 euros.

2010-04-26 – CiênciaHoje.pt

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nuclear em Portugal? Só se for em 2025

Director-geral de Energia lembra o tempo que demora a construir uma central
O director-geral de Energia afirmou este sábado que a energia nuclear não é uma opção para os próximos anos, entre outros argumentos pelo tempo que demora a construir uma central, escreve a Lusa.

«Se o país avançar com uma central nuclear, o prazo mais curto seria 2025», disse esta sexta-feira à noite José Perdigoto, para quem o nuclear não tem capacidade para resolver as necessidades energéticas do país para os próximos anos.

Além da demora da construção de uma central, o responsável diz que é preciso fazer um grande investimento na construção mas também posteriormente no seu desmantelamento, já que este obriga a encontrar soluções para os resíduos nucleares que resultam do seu funcionamento.

Essa é, na sua opinião, uma das razões que levam alguns países com centrais nucleares a prolongarem a vida destes equipamentos.

Para José Perdigoto, o país também não tem recursos nem tecnologias para alimentar uma central nuclear e sendo assim pergunta-se onde estão as vantagens em avançar com esta opção.

Mesmo assim, entende que o tema do nuclear deve ser debatido sem tabus e até assume que dentro de 20 ou 30 anos «há-de ser uma opção».

O director-geral de Energia esteve na freguesia de Meimão, concelho de Penamacor, a convite da assembleia municipal, que organizou uma sessão temática dedicada ao tema da energia.

IOL.PT – AMBIENTE - 17-04-2010

VAMOS TER DE CONVIVER COM A ENERGIA NUCLEAR»

«Ex-ministro do Ambiente quer que a matéria seja discutida

O antigo ministro do Ambiente e Recursos Naturais Carlos Borrego afirmou sexta-feira à noite, em Coimbra, que Portugal não está preparado para ter centrais nucleares, embora deva discutir a questão da energia nuclear, informa a Lusa.
«A energia nuclear deve ser discutida. Ambientalmente é uma energia crítica, mas vamos de ter de conviver com ela, no entanto, em Portugal, será muito difícil ter uma central nuclear», disse o professor de engenharia do ambiente num debate sobre «Sistemas energéticos sustentáveis».
Segundo o investigador da Universidade de Aveiro, «há 35 anos Portugal decidiu não ter nuclear, portanto não criou infra-estruturas humanas, de conhecimento e de formação de pessoas para tratar de assuntos tão complicados como o nuclear».


TVI24- 10-04-2010 10: 56