sexta-feira, 14 de maio de 2010
Mamíferos ameaçados
sábado, 8 de maio de 2010
2- Ixtoc I - Os 10 maiores acidentes petrolíferos
2- Ixtoc I, Campeche, Golfo do México (junho/1979)
Petróleo derramado: 3,34 milhões de barris (251 piscinas olímpicas)
Custo 283,9 milhões de dólares
A plataforma mexicana Ixtoc 1 rompeu-se na Baía de Campeche, sofreu uma explosão devido a um desequilíbrio de pressão. O desastre levou a que fossem derramados entre 10000 a 30000 barris de crude por dia durante nove meses. A enorme maré negra afectou, a costa numa área de mais de 1.600 km2. Milhares de crias de tartarugas marinhas foram aerotransportadas para uma zona segura do Golfo de modo a salvar-se esta rara espécie.
Derrame no Kuweit - Os 10 maiores acidentes petrolíferos
Petróleo derramado: 5,7 milhões de barris (753 piscinas olímpicas)
Custo: 484,5 milhões de dólares
Foi o pior derramamento de crude de todos os tempos. Aconteceu no Koweit, durante a Guerra do Golfo, quando o exército invasor iraquiano abriu intencionalmente oleodutos e um terminal petrolífero “offshore”, tendo também incendiado poços e esvaziado vários petroleiros para impedir que as tropas norte-americanas entrassem no Koweit através do Golfo Pérsico. Causou enormes danos à vida selvagem no Golfo Pérsico.
As Catástrofes Petrolíferas
A maré negra que se espalha no Golfo do México desde a explosão e o afundamento da plataforma da British Petrolium, no último dia 20 de abril, tem o potencial de causar danos ambientais de grande alcance.
Mas não é, nem de longe, um dos maiores derrames de petróleo já registados na história. Nos últimos 70 anos, mais de 80 episódios de média e alta gravidade lançaram nos mares e oceanos cerca de 7,4 bilhões de litros de petróleo – o correspondente ao volume de quase 3000 piscinas olímpicas.
Seriam necessários meses para o acidente da BP se igualar ao do Ixtoc I, um superpetroleiro que explodiu há 30 anos e derramou 454 mil toneladas de petróleo na baía de Campeche, no México.
E anos para alcançar a magnitude dos 2 bilhões de litros derramados pelas forças iraquianas durante a Guerra do Golfo, em 1991, o maior da história. O volume de óleo vertido pelo poço da BP – cerca de 11 milhões de litros, até agora – ainda é dez vezes menor que o liberado em 1967 pelo Torrey Canyon, um dos primeiros supertanques petrolíferos, que, após colidir com um recife, despejou 119 mil toneladas do óleo na costa sudoeste do Reino Unido.
Se o vazamento no Golfo do México não for controlado a tempo, talvez suas consequências se igualem às do Exxon Valdez, que entrou para história não como um dos maiores acidentes petrolíferos, mas como um dos mais graves e emblemáticos. Em 1989, a embarcação americana contaminou 2.000 quilómetros de um litoral intocado, matando milhares de aves marinhas, focas, lontras e orcas. Duas décadas depois, ainda restam 95 mil litros de óleo na região, a maior parte debaixo da terra, segundo um estudo publicado em Janeiro na revista Nature Geoscience.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Maré negra ameaça espécies
Todos os anos 500 milhões de aves atravessam o Golfo do México durante a Primavera
A maré negra ameaça mais de 400 espécies que dependem do frágil ecossistema do delta do Mississippi, duramente castigado há cinco anos pelo furação Katrina.
A mancha de petróleo causou até agora poucos danos nos pântanos que se espalham por 12 mil quilómetros quadrados a sul de Nova Orleães. No entanto, os especialistas advertem que os efeitos podem ser devastadores a partir da próxima semana.
Calcula-se que até 25 milhões de aves podem passar a cada dia no corredor migratório do Golfo do México nesta época do ano (500 milhões ao longo de toda a Primavera, segundo um estudo da Universidade Estatal do Luisiana).
Espécies como o pelicano-pardo ou a garça-vermelha estão gravemente ameaçados pelo impacto da maré que pode afectar até vinte reservas de vida selvagem. Há sete anos, um pequeno derrame que atingiu a ilha de Breton chegaram a morrer 800 pelicanos-pardos, a ave por excelência do Luisiana.
“A época de reprodução começa precisamente nestas datas e muitos casais estão a incubar novos ovos”, adverte Melanie Driscoll, da Iniciática Costeira do Luisiana. “Para os pássaros, este desastre não podia ocorrer em pior altura, muitos deles são de nidificação na área onde o petróleo pode acumular-se para chegar até à costa. Temos de estar preparados para o pior − enfrentamos uma autêntica catástrofe nas costas do Luisiana, Mississippi, Alabama e Florida”.
Derrame no Golfo do México em notícia
“Derrame no Golfo do México ameaça bacia hidrográfica do Mississipi".
A mancha de petróleo no Golfo do México chegou à costa dos Estados Unidos e ameaça agora a bacia hidrográfica do rio Mississipi. No Louisiana já foi decretado o estado de emergência. Estão a ser instaladas barreiras de protecção para tentar evitar a contaminação de praias e zonas naturais protegidas. A armada norte-americana juntou-se aos mais de 50 navios que estão a recolher petróleo do mar. Este pode tornar-se no maior derrame de sempre, em todo o mundo.”
30 de Abril, RTP
“Estado de Emergência decretado em 4 regiões dos EUA devido à maré negra
A maré negra provocada pela explosão de uma plataforma petrolífera no Golfo do México colocou quatro regiões norte americanas em estado de emergência. Depois do Louisiana e da Florida também o Alabama e o Mississipi estão permanentemente alerta. E a imprensa norte-americana refere um relatório confidencial que dá conta de novas fugas na plataforma, que podem aumentar substancialmente o derrame de crude.”
RTP, 1 de Maio

